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Ondas Eletromagnéticas

06/02/2008

AS ONDAS ELETROMAGNÉTICAS

1 - O que são ondas eletromagnéticas de radiofreqüências?

As ondas eletromagnéticas usadas para comunicações sem fio correspondem à energia transportada através do espaço, na velocidade da luz, na forma de campo elétrico e magnético. A quantidade de energia associada à onda eletromagnética depende de suas freqüências, às quais são medidas pelo número de oscilações (ciclos) por segundo. Por exemplo, ondas elétricas e magnéticas de uma estação de rádio FM típica oscilam em uma freqüência de 100 milhões de vezes por segundo ou, em termos usuais, a uma taxa de 100 milhões de Hertz (abreviado como 100 MHz). Estações de TV operam em canais com freqüências que variam de 54 MHz até 806 MHz. Os sistemas de telefonia celular usam ondas de freqüências ainda mais altas. A faixa de radiofreqüências (RF) na qual os sinais sem fio são transmitidos estende-se de 9.000 Hertz (9 kHz) a 300 bilhões de Hertz (300 GHz) e incluem subdivisões tais como faixas de radiofreqüências extra baixa, baixa, média, alta, muito alta, ultra alta, entre outras.


2 - Quais os exemplos mais comuns da utilização de ondas eletromagnéticas de radiofreqüências?

As transmissões de rádio e TV, a telefonia móvel e os radares dos aviões são apenas alguns dos muitos usos das ondas eletromagnéticas de radiofreqüências. Os engenheiros que projetam dispositivos para estas aplicações falam sobre os "campos eletromagnéticos" que carregam sons e imagens que podem ser enviadas de um lugar a outro usando antenas. As ondas de radiofreqüências também podem ser usadas para outras aplicações, como esquentar alimentos num forno de microondas.


3 - Quais equipamentos produzem ondas eletromagnéticas de radiofreqüências?

Qualquer equipamento transmissor produz ondas eletromagnéticas de radiofreqüências, por exemplo, o controle remoto, o "walk-talk", o telefone celular ou as estações de radiodifusão. Existem estações chamadas exclusivamente receptoras, ou seja, não há transmissão das ondas de radiofreqüências, somente a recepção, como os aparelhos de televisão, rádio ou até mesmo as estações de radioastronomia. Outros equipamentos, que não tenham como objetivo a telecomunicação, também podem produzir ondas de radiofreqüências, como fornos de microondas, fornos industriais e outros equipamentos com fins industriais, científicos e médicos.


4 - Qual a diferença entre as ondas eletromagnéticas de radiofreqüências e as ondas eletromagnéticas em freqüências mais altas?

Ondas eletromagnéticas também ocorrem em freqüências além da faixa de radiofreqüências. Radiofreqüências são freqüências situadas na faixa entre 0 Hz a 3.000 GHz (3 x 1012 Hz), conforme definido pela
União Internacional de Telecomunicações (UIT). A luz de cor verde, por exemplo, tem uma freqüência acima de meio quatrilhões de Hertz (5,8 x 1014 Hz) e os Raios X usados na medicina e na odontologia têm freqüências mil vezes maiores. Com o aumento da freqüência, a energia de ondas eletromagnéticas se torna mais concentrada, tornando-se necessário fazer uma distinção entre ondas de radiofreqüências, que estão na faixa das radiações não ionizantes, e ondas de freqüências mais altas, que estão na faixa das radiações ionizantes. As radiações ionizantes, onde está incluída a parte ultravioleta da luz solar (como os raios UVA e UVB) e o Raio X, por exemplo, estão localizadas na faixa de freqüências acima de 3 x 1015 Hz e são capazes de produzir alterações químicas em tecidos do corpo. As ondas de radiofreqüências são radiações não ionizantes e, mesmo as de intensidade de radiação mais altas, não podem alterar a formação química das moléculas, incluindo as de DNA, que codificam a informação biológica das células.


5 - As ondas eletromagnéticas podem interferir em dispositivos eletrônicos?

Marca-passos cardíacos implantados e desfibriladores podem ser suscetíveis à interferência de radiofreqüências. Isto não é comum e ocorre somente quando seus usuários são expostos a campos eletromagnéticos muito intensos. Por esta razão, trabalhadores que utilizem estes dispositivos necessitam tomar precauções adicionais caso estejam expostos a campos muito intensos. Você pode encontrar avisos sobre este problema potencial próximo a fornos de microondas e dispositivos de detecção de metal, como aqueles existentes em bancos e aeroportos.

 LIMITAÇÃO DA EXPOSIÇÃO A CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) emitiu a Resolução n.º 303, publicada no Diário Oficial da União de 10 de julho de 2002, que aprovou o Regulamento sobre Limitação da Exposição Humana a Campos Elétricos, Magnéticos e Eletromagnéticos na Faixa de Radiofreqüências entre 9 kHz e 300 GHz. O Regulamento da Anatel foi desenvolvido para permitir o uso seguro dos campos eletromagnéticos de radiofreqüências. Estes campos, também conhecidos por ondas eletromagnéticas de radiofreqüências, ondas eletromagnéticas ou ondas de radiofreqüências são usados para comunicações sem fio, tais como transmissão de TV e rádio, comunicações por telefone móvel, comunicações entre trabalhadores da segurança pública - tais como policiais, bombeiros e motoristas de ambulância, radar para segurança de aviões, "pager", telefones celulares e muitos outros propósitos. A cada ano, novas tecnologias sem fio trazem benefícios adicionais à sociedade moderna, algumas das quais responsáveis pelo aumento do número de antenas nas áreas urbanas. Uma das responsabilidades da Anatel é definir regras que se apliquem uniformemente em todo Brasil, para assegurar que a operação de estações transmissoras de serviços por ela regulamentados não exponha trabalhadores e a população em geral a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos de valores acima dos limites considerados seguros.

O Regulamento aprovado pela Anatel é baseado em diretrizes internacionais desenvolvidas por cientistas da
Comissão Internacional de Proteção contra Radiações Não Ionizantes (ICNIRP), respaldados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora as regras pareçam de difícil compreensão para o cidadão comum, seu objetivo é simples: proteger os trabalhadores e a população em geral contra os efeitos adversos à saúde causados por ondas eletromagnéticas na faixa de radiofreqüências. A aplicação uniforme dessas regras em todo Brasil assegura proteção igual e normas iguais para a instalação e a operação de equipamentos que produzem ondas eletromagnéticas.


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